sábado, 6 de fevereiro de 2010

SECRETARIA DE SAÚDE INSISTE EM TERCEIRIZAÇÕES

A Secretaria de Estado da Saúde do Maranhão tem insistido em sua política de terceirização dos serviços das suas unidades contra tudo e contra todos.


O secretário de Saúde desde que assumiu a pasta vem aplicando uma política extremamente criticada por toda a sociedade maranhense. Porém tem feito de tudo para continuar com seu plano de entrega das unidades a entidades ligadas a seus companheiros, amigos e chegados.

As lutas contra as terceirizações se iniciaram ainda no mandato do Governador arrancado do cargo Jackson Lago e continuaram com a posse da nova Governadora que nomeou um Político sem nenhuma noção de SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE para a Secretaria de Estado da Saúde.

As terceirizações se intensificaram à medida que foram passando os meses: com destaque para entrega , sem licitação, dos laboratórios públicos a empresários chegados ao Secretário e a seus adjuntos.

Os exames laboratoriais, além de perderem em qualidade, ficaram escassos e as cotas não duram dois dias por mês. Os laboratórios beneficiados com a partilha implantaram somente postos de coleta nas unidades e não contrataram profissionais para o atendimento sobrecarregando seus funcionários com uma quantidade maior de exames diários sem nenhum investimento tornando, assim, duvidosa a qualidade das análises.

Em todas as unidades foram feitos novos acordos com OSCIPs e OSs que foram sendo contratadas ou recontratadas sem concorrência nenhuma.

No dia 21 de janeiro de 2010 o Juiz da 6ª Vara do Trabalho de São Luís julgou o mérito da Ação nº 1151/2008 movida pelo heróico e brilhante Ministério Público do Trabalho e determinou a retirada imediata das terceirizadas e realização urgente de Concurso Público para todas as unidades de saúde do Estado do Maranhão despertando o sentimento de esperança em todos os profissionais de Saúde .

Ao passo que a Justiça determinava a realização do Concurso, o Secretário de Administração do Estado, esse sim sabe de administração pública e entende que um gestor público está sujeito a legislação pública e não a sua vontade própria, anunciava o Concurso com vagas reduzidas e em entrevista confirmava o que nós do SINFAR-MA , a PROMOTORIA e a Justiça do Trabalho já vínhamos defendendo: a terceirização só prejudica o serviço público e lesa os cofres do Estado.

Mas a SES não recuou. Às vésperas da decisão da Justiça do Trabalho, o SOCORRÃO de Presidente Dutra foi Arrancado das mãos da FUNDAÇÃO Josué Montelo e entregue, novamente de forma estranha ao famoso ICN (INSTITUTO CIDADANIA E NATUREZA) em um anunciado contrato de milhões de reais.

E ainda anunciou a criação da uma engendrada Fundação Estadual de Saúde que, conforme anunciado na imprensa, deverá abocanhar todas as Unidades de Saúde do Estado. Essa Fundação nos parece que é a solução encontrada para continuar com as terceirizações e a não realização de Concursos Públicos. Pois, deverá ser dotada de autonomia administrativa recebendo somente os recursos financeiros para administrar as unidades ficando dessa forma livre para contratar as empresas que já estão prestando serviços para o Estado. Os funcionários serão contratados através de Seletivo Simplificado e não farão parte dos quadros de SES. Os laboratórios privados poderão continuar prestando serviços, agora para a tal Fundação e tudo deve continuar como está.

A prova de que a intenção é continuar as Terceirizações está no site do Tribunal Regional do Trabalho onde consta o Recurso contra a decisão do Juiz da 6ª Vara do Trabalho.

Diante de tudo, nos chama a atenção a postura omissa e ao que parece conivente da Assembléia Legislativa do Estado do Maranhão que faz vista grossa e não toma conhecimento dos Gritos por ajuda que ecoam vindos dos usuários do SUS que todos os dias vão ao Hospital Carlos Macieira, Hospital Geral , Maternidade Marly Sarney, PAM Diamante, PAM da Cidade Operária entre outros e não são atendidos com o mínimo de dignidade.

Dr. Marcelo Rosa
Farmacêutico-Bioquímico
Presidente do SINFAR-MA

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

CARTA DO PCDOB AO POVO DO MARANHÃO


CARTA DO PCDOB AO POVO DO MARANHÃO

“Fé na vida, fé no homem, fé no que virá”

            Ao longo da história do nosso Partido, sempre estivemos em busca dos mesmos objetivos: desenvolver o Brasil, com soberania e justiça social. Do mesmo modo, temos muita fé no Maranhão. Não nos conformamos com a amarga contradição que marca a nossa realidade: temos rios, mar, campos, terras férteis, povo trabalhador e empresários empreendedores; mas mesmo assim nosso estado ocupa o último lugar em desenvolvimento e convivemos com injustificáveis  níveis de  pobreza e exclusão social.
            Essa situação é tão forte que às vezes parece invencível. Mas isso não é verdade. Nós não precisamos e não devemos nos conformar com essa realidade. O governo Lula deu o exemplo e mostrou ao Brasil e ao mundo que é possível, sim, mudar, diminuir a pobreza e ao mesmo tempo gerar desenvolvimento. Queremos fazer no Maranhão o que Lula está fazendo no Brasil.      
            Hoje o Maranhão quer mudanças, que nos permitam olhar para frente, com esperança, com otimismo, confiantes de que estamos no caminho certo em direção a um futuro melhor para nossas famílias. Mudança para valer, que transforme o nosso imenso potencial humano e natural em prosperidade para todos.
            O Maranhão precisa de um novo projeto de desenvolvimento, aberto a todos, que aproveite o que há de melhor na capacidade criativa dos nossos trabalhadores, dos nossos empresários, da nossa comunidade acadêmica, para gerar novas soluções para antigos problemas, priorizando os mais pobres, os pequenos, os tradicionalmente esquecidos, com honestidade e participação popular.
Esse projeto será obra de um grande movimento das forças políticas progressistas, da sociedade civil, de todos os homens e mulheres de boa vontade.. Há um chamado para que não apenas viremos a página da história, mas escrevamos um novo livro: o livro do Maranhão forte, democrático, justo e desenvolvido.
Por isso, conclamamos todas as forças que querem transformar o nosso estado para melhor a se unirem em defesa do Maranhão.
Façamos um amplo debate político, visando à elaboração coletiva de uma proposta capaz de mudar o Maranhão. E mobilizemos todo o povo para a grande tarefa que a história nos desafia a desempenhar.
São Luís, 27 de janeiro de 2010.
A Comissão Política Estadual do PCdoB no Maranhão

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

ENTENDENDO O TWITTER

Para começar, o que é Twitter?

Você já tentou explicar o que é o Twitter para alguém com noções básicas de uso da Web? Você pode, por aproximação, dizer que é uma mistura de blog e MSN ou pode ser específico e falar que é uma ferramenta para micro-blogagem baseada em uma estrutura assimétrica de contatos, no compartilhamento de links e na possibilidade de busca em tempo real, mas dificilmente isso convencerá o seu interlocutor a usar o serviço.


É complicado explicar o Twitter porque não existem exemplos de serviços online parecidos que tenham sido adotados massivamente, mas... e fora da internet?

Bares, padarias, botecos e cafés são lugares onde pessoas se encontram para trocar informação, opinar sobre as notícias do dia, pedir ajuda, dar risada, criar vínculos, cultivar relacionamentos, falar entre si ou apenas acompanhar as conversas dos outros. Ter essas oportunidades de sociabilização é ao mesmo tempo prazeroso e útil, relaxante e necessário para uma espécie que há milênios sobrevive coletivamente.

O Twitter é como o seu bar favorito funcionando dia e noite: a hora que você aparecer encontrará alguns frequentadores habituais e mais outras pessoas relacionadas a eles. Você poderá ficar para um dedo de prosa durante um intervalo no trabalho ou passar horas interagindo e trocando idéias.

Então estou falando sozinho?

De tanto ouvir falar em Twitter, você acabou cedendo à curiosidade e abriu uma conta. Agora está na frente do computador se perguntando sobre o que escrever. Existe um milhão de assuntos na sua cabeça, mas o que pode interessar a outras pessoas? E como resumir isso a meros 140 caracteres?

Se este é o seu problema, respire, você está indo rápido demais. A melhor metáfora para representar o Twitter fora da internet é uma mesa de bar e neste momento você está preocupado com o que vai dizer mesmo estando sentado sozinho. Primeiro você precisa encontrar pessoas!

Bares são lugares para se criar e cultivar relacionamentos. Amigos apresentam amigos a amigos e novas amizades se formam. Bares também são lugares para conversa. Às vezes você vai só para escutar, ou pode estar animado e falar pelos cotovelos.

Você pode ir a um bar e ficar só com aquelas pessoas mais queridas e conversar sobre assuntos pessoais, pode ir disposto a conhecer gente nova e falar sobre qualquer coisa ou até ficar no seu canto observando.

Às vezes acontece de você ir a um bar e encontrar uma celebridade. Às vezes, inclusive, ela está sentada na mesma mesa que você. Se você entrar no assunto, até rola uma conversa, mas também pode ser legal ficar escutando.

No Twitter é a mesma coisa =)

Tá, mas depois deste blá, blá, blá, como eu uso esta coisa?

Bem, agora que você já conhece um pouquinho deste treco chamado twitter, vamos começar. Para isso, listo 4 posts que devem sanar todas as suas dúvidas e que devem lhe ajudar a se tornar um twitteiro de carteirinha.

* Twitter explicado para iniciantes

Esse é um manual pequeno e bem simples para os que acabaram de chegar. Ele explica as funções básicas e dá dicas de como agir em certas situações.

* Retweet, twittar, e outras twittices

Um dicionário das expressões relacionadas ao Twitter. Desde os termos mais usados até alguns nunca ouvidos antes.

* O que é Twitter? Para que serve o Twitter?
Resumo das funções básicas do Twitter, dicas de meios para twittar, quando twittar e diversas ferramentas úteis.

* Twitter desmistificado e desmascarado

Direcionado aos que já tem noção do que é Twitter, este texto comenta os mitos sobre o site, dá dicas de que tipo de twitt fazer ou não e entende o Twitter como poucos.

Bem senhores (e senhoras), creio que sobre twitter é isso. Eu mesmo tenho o meu @emiliomw e ainda não sei tudo, ou melhor, sei quase nada.

Fonte: GiiBlog (http://giiblog.wordpress.com) e
Manual Twitter - Tudo oq ue você precisa Saber

Candidato adestrado

As articulações políticas que antecedem as campanhas eleitorais normalmente esperam pelo deitar das cinzas da quarta-feira que sucede o carnaval.

Durante toda a quaresma, com o recato que exige a tradição cristã, teríamos as articulações, consultas e seleção de nomes.
A escolha, prévia e inicial, de candidatos só com a Páscoa, depois das malhações dos Judas.
E, em junho, já com o ruflar dos tambores e o toar das cantigas do bumba meu boi, as convenções, a formalização e o anúncio, finalmente, dos candidatos.
Este ano, contudo, todo o calendário foi atropelado. E, o que surpreende, mais pela pressa dos que detém o poder e, pelo visto, não querem perdê-lo, do que pela inquietação dos novos postulantes.
Para ilustrar, basta comparar a sofreguidão do presidente Luis Inácio Lula da Silva, com sua ministra-candidata Dilma Roussef a tiracolo em explícita campanha eleitoral, ao verdadeiro esconde-esconde a que José Serra, Ciro Gomes e Marina da Silva se dedicam (ou foram como que condenados), receosos que estariam da parcialidade crescente dos tribunais.
Serra, se escondendo por entre as atribulações e atribuições do cargo de governador de São Paulo; Ciro Gomes, fugindo do assédio de Lula e do PT (que tentam desconstruir sua candidatura) como o diabo foge da cruz; e Marina, por fim a doce Marina, tecendo sua candidatura com a determinação das formigas e a leveza dos colibris.
Se tal descompasso - entre o Planalto e candidatura oficial , acelerados, e os demais possíveis candidatos como que dando o tempo ao tempo - já é notável e surpreendente, torna-se todavia inquietante o precipitado e ,muito provavelmente artificial, clima tenso e nervoso desta prematura campanha.
Insultos, bate-bocas, acusações partem muitas vezes do próprio presidente Luis Inácio Lula da Silva. Algo desproposital e até inimaginável.
Afinal trata-se de um presidente da República que, no final de seu segundo mandato, desfruta de aprovação popular e de prestígio internacional como raríssimos homens públicos no Brasil ou no Exterior.
E o mais grave é que tais sintomas (que prenunciam momentos de embates perigosos em clima de intolerância no curso das eleições presidenciais deste ano) já poderiam ser sentidos antes mesmo das eleições chilenas.
Lá a derrota do candidato da presidente muito bem avaliada parece não ter sido suficientemente entendida e processada por Lula e sua assessoria.
E no Maranhão, o quadro só tende a agravar-se.
Em nosso Estado, além de não ter sido eleita pelo voto popular, Roseana Sarney Murad (que ocupa os Leões após polêmica decisão do Tribunal Eleitoral) está longe, léguas e léguas de distancia, dos índices de aprovação da chilena Michelle Bachelet ou do presidente Lula, paulista nascido em Garanhuns, sertão pernambucano.
Com o irmão Fernando em liberdade graças a um habeas corpus preventivo e seu pai cada vez mais contestado no exercício da presidência do Senado, Roseana pagará caríssimo por ter loteado cargos e incalculáveis recursos a perigosos e inescrupulossíssimos gestores, capitaneados por certo autodidata, Ricardo Murad, Secretário - pasmem - da Saúde!
( Tempo houve em que um prefeito foi severamente criticado por nomear para o posto equivalente,na Capital ,uma DOUTORA EM SAUDE PUBLICA pelo fato de ser graduada não em medicina, mas em enfermagem.)
Os seis anos que Roseana passou pelo Senado desconstruíram impiedosamente a imagem anterior, obra de marketing político.
No Senado da República todo o seu despreparo intelectual e sua extrema fragilidade emocional foram crua e impiedosamente revelados.
Nem a liderança do governo no Congresso, cargo que ocupou sem exercer, foi suficiente para blindar sua manifesta incompetência. Como as melhores maquiagens...
Sem legitimidade e sem popularidade, Roseana chega ao fim de seu mal engendrado governo sem qualquer obra ou realização. Nada que possa apresentar aos maranhenses.
Persegue um único caminho: uma eleição sem disputa.
É que três adversários no primeiro turno, ele perde no segundo. Com um candidato só ela perde, logo, no primeiro turno.
É por isso que ela sugere oferecer ao Partido dos Trabalhadores ou ao PC do B ,Partido Comunista do Brasil,uma vaga de candidato a vice-governador ou senador, em sua lista, na chapa oficial.
Faz apenas uma exigência: que o candidato,petista ou comunista, seja devidamente adestrado pela oligarquia.
Haroldo Saboia, economista, advogado, Constituinte de 1988, escreve para o Jornal Pequeno todas as sextas-feiras. E-mail: haroldosaboia@hotmail.com

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Conheça o SINFAR-MA

SINDICATO DOS FARMACÊUTICOS DO ESTADO DO MARANHÃO


SINFAR-MA

O que é o SINFAR-MA?

É a entidade legal que representa o profissional farmacêutico na defesa de seus direitos e interesses profissionais individuais ou coletivos;

Sua função política é defender o farmacêutico nas questões salariais e jurídicas no mercado de trabalho;

Sua função social é fomentar a qualificação profissional, oferecer convênios, investir na valorização do profissional perante a sociedade.
A filiação ao SINFAR-MA

É um ato voluntário espontâneo do farmacêutico, manifestado ao preencher uma proposta de sócio , quando passa a contribuir com um valor fixado em assembléia da categoria, conforme Estatuto da entidade, adquirindo além dos direitos assegurados por leis, as prerrogativas sociais, tais como eleger e ser eleito para compor a diretoria e participar integralmente de todas as ações , movimentos , assembléias ou ser indicado para compor comissões.

Observações:

O SINFAR-MA não impõem, não multa, não impede nem estabelece restrições ao exercício profissional.

Todos os recursos financeiros a que dispõem advêm exclusivamente das contribuições da própria categoria não recebendo qualquer recurso dos poderes governamentais.

Deixar de contribuir constitui, um ato discriminatório com aqueles que contribuem espontaneamente. A sindicalização possibilita maior representatividade propiciando melhor condição de negociação.

AS CONTRIBUIÇÕES QUE COMPÕE OS RECURSOS FINANCEIROS DO SINFAR-MA

1. Anuidade

Taxa anual obrigatória aos sócios que em 2010 é de R$ 70,00 (setenta reais) e por motivo de problemas em relação ao envio de boleto deve ser feita via depósito bancário com posterior apresentação do comprovante no secretaria ou deve ser paga pelo associado na sede do SINFAR-MA com recebimento de recibo para posterior depósito na conta do sindicato.

O depósito deve ser feito em nome do SINFAR-MA na conta corrente nº 2031-3 , agencia 0027 , operação 0300

2. Contribuição Sindical

Também conhecido como imposto sindical.

Previsto em lei, seu valor corresponde a um dia de remuneração no mês de março para em pregados sob o regime da CLT ou estatutários, com desconto em folha de pagamentos, recolhida pela caixa econômica federal;

Como são considerados por lei profissionais liberais, pode-se optar pelo valor fixado pela CONFEDERAÇÃO NACIONAL DOS PROFISSIONAIS LIBERAIS – CNPL. Em convênio com o SINFAR-MA são enviados boletos , que em 2010 será no valor de R$ 68,50 (sessenta e oito reais e cinqüenta centavos)._e importante observar que se o boleto enviado através da CNPL e que deve chegar até o mês de março na residência de todos os farmacêuticos, o profissional deverá apresentá-lo no setor de recursos humanos da empresa ou repartição pública para que o valor referente a um dia de trabalho não seja descontado em folha, caso contrario o farmacêutico estará pagando o mesmo imposto em duplicidade.

O SINFAR-MA recomenda que seja realizado o pagamento através do boleto em detrimento ao desconto em folha pelo fato de que a maioria absoluta das empresas e órgão governamentais (prefeituras, governo do estado entre outros ) realizam o desconto e não depositam EM FAVOR DO SINFAR-MA, depositando para outros sindicatos de outras categorias como comerciários , funcionários públicos , professores etc.

Caso o profissional não receba o boleto referente a contribuição sindical de profissional liberal até o final de fevereiro poderá realizar a impressão através o site da caixa econômica federal sendo necessário entrar em contato com o SINFAR-MA através do telefone (98) 3236 52 40 ou se encaminhar a sede para impressão no local.

3. Contribuição Confederativa

De acordo com o que está previsto na Constituição Federal, o valor, mês e necessidades da cobrança são decididos em assembléia geral da categoria , e é devido por todos os farmacêuticos sócios.

Na mesma oportunidade são fixados em percentual que deverão ser repassados às entidades de grau superior: FEDERAÇÃO, CONFEDERAÇÃO, pelo qual o SINFAR-MA é filiado.

Observação: o SINFAR-MA NÃO FAZ USO DESSA CONTRIBUIÇÃO.

4. Contribuição Assistencial

É devida por todos os farmacêuticos empregados quando constar de cláusula de acordo ou convenção coletiva firmadas com sindicatos de categoria econômica (patronais);

O profissional, no entanto, pode opor-se ao pagamento desta contribuição desde que se manifeste esta intenção por escrito dentro dos critérios definidos de acordo com a convenção coletiva.

Observação: é na convenção coletiva de trabalho que se estabelece o valor do piso salarial.

Em nosso convenção foi estabelecido um desconto em folha no valor de 5% do valor do piso a ser descontado em duas parcelas: uma de 2% e outras de 3% nos dois meses após a data base que é 1º de outubro.

A participação em atividades sindicais é um direito de todo trabalhador ou profissional liberal, garantido pela Constituição Federal em seu Artigo 8º. Portanto, filiar-se ao SINFAR-MA é um direito que você deve exercer.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Justiça suspende contratos de terceirizados na área da saúde

Justiça suspende contratos de terceirizados na área da saúde

24 de janeiro de 2010 às 11:18

Juiz do Trabalho determina que Governo do Estado deve realizar concurso público

O juiz do Trabalho Carlos Gustavo Brito Castro, da 6ª Vara do Trabalho de São Luís, proibiu o Estado do Maranhão de nomear, manter, admitir e contratar servidores públicos que não sejam concursados na área da saúde. Pela decisão judicial publicada no Diário Oficial de sexta-feira (21), o Estado do Maranhão deve proceder imediatamente a extinção de todos os contratos de trabalho da área da saúde celebrados após 5 de outubro de 1988.

Ele entendeu que as provas dos autos demonstram de forma irrefutável a privatização do sistema de saúde pública, confirmando a existência da insistente terceirização. A decisão foi dada na ação civil pública 1151/2008, ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho.

O juiz do Trabalho Carlos Gustavo Brito Castro
veta contratos irregulares na área da saúde

O juiz Carlos Gustavo entende que é ilícita a terceirização de fundações, organizações sociais (OSCIP’s) e cooperativas para a prestação integral de serviços na área da saúde, serviço essencial do Estado previsto na Constituição Federal. Assim, determinou ainda que o Estado deve abster-se de nomear, manter, admitir ou autorizar a admissão de pessoa física ou jurídica, ou por meio de parceria, contrato de prestação de serviços em hospitais públicos e unidades de saúde ligados a atividades essenciais, permanentes ou de atividade fim na área da saúde.
O ICN, CIAP, Fundacom, Centervita e Pró-Saúde devem, portanto, abster-se de disponibilizar, fornecer ou intermediar mão-de-obra de trabalhadores de atividades próprias dos hospitais públicos e unidade de saúde do Estado.

Pelas provas juntadas ao processo, o juiz ficou convencido de que ao longo dos anos a terceirização dos serviços vem sendo praticada, prejudicando a administração hospitalar, constituindo-se em grave problema de ordem trabalhista e previdenciário, já que a responsabilidade recairá, no futuro, no empregador principal. Ele também comprovou que os custos com a terceirização prejudicam os cofres públicos, uma vez que os custos são infinitamente superiores aos que seriam praticados caso o serviço fosse prestado diretamente pela Administração Pública.

Também ficou comprovado no processo que não é realizado concurso para a área da saúde desde o ano de 1993. Em ofício juntado aos autos, a Secretaria de Saúde reconhece a necessidade da realização do concurso, informando que estariam sendo tomadas as providências para a realização do mesmo, conforme Termo de Ajuste de Conduta firmado com o Ministério Público do Trabalho.
A decisão deve ser cumprida imediatamente. Há um ano foi deferida decisão liminar, que concedia o prazo de um ano para que o Estado regularizasse a situação. O juiz negou o pedido de dano moral coletivo requerido pelo Ministério Público do Trabalho na ação.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Viroses infantis

Reproduzo agora uma entrevista realizada pelo Dr. Dráuzio Varella e que considerei muito importante para essa época do ano.

Dra. Denise Varella Katz é médica pediatra, membro do Departamento de Pediatria do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo e do Hospital Albert Einstein.
Viroses infantis são termos desprovidos de significado médico. No passado, como não se dominava o conhecimento e a tecnologia necessária para fazer diagnósticos precisos, muitas doenças recebiam a classificação genérica de viroses. Na verdade, esse nome funcionava como uma lata de lixo onde se atiravam todas as febres infantis sem causa aparente. “É virose, vai passar em poucos dias”, e as famílias se conformavam com o nariz escorregando, a diarréia, a febre, o mal-estar, a inapetência e a imagem abatida da criança.

Atualmente, os médicos contam com recursos laboratoriais e de imagem para fazer diagnósticos mais rápidos e seguros - o que é muito importante - pois nem todos os vírus são iguais. Aliás, são seres relativamente simples, mas muito diferentes uns dos outros. Em comum, têm a característica de necessitar de uma célula viva que lhes sirva de hospedeira para reproduzirem-se.

Quando começam a freqüentar a escola ou o berçário, as crianças estão mais expostas à infecção por vírus. Contra algumas delas existem vacinas. É o caso da gripe, rubéola, poliomielite, sarampo e caxumba, por exemplo. Para outras, não existem.

Algumas viroses podem ser tratadas com drogas antivirais. Não se podendo contar com elas, o tratamento será apenas sintomático. Antibióticos só devem ser introduzidos caso surjam complicações.
 
Drauzio – Qual a principal característica das viroses?


Denise Katz – Virose não é um termo técnico em medicina. Quando o médico diz que a criança tem uma virose, tanto pode significar que tem um resfriado comum ou uma diarréia, porque existem vírus que se alojam no trato respiratório, assim como existem os que se alojam no trato intestinal e causam diferentes sintomas.

O importante, porém, é que as viroses costumam ser doenças benignas, autolimitadas, que geralmente desaparecem numa semana, dez dias.
Drauzio – Como a mãe reconhece que o filho contraiu com uma virose?

Denise Katz – Quanto mais novo for o bebê, principalmente antes dos três meses de idade, o primeiro sinal é a criança mamar menos e ficar menos espertinha. Já as mais velhas ficam mais chorosas, mas sabem contar o que sentem. Esses são sinais subjetivos das viroses. Os sinais objetivos são coriza, tosse, febre, que a mãe prontamente reconhece.

Portanto, febre, nariz escorrendo, indisposição e, em quase 100% dos casos, perda de apetite – o bebê mama menos no peito ou recusa a mamadeira, ou nada apetece à criança maior – são sinais precoces de que um vírus pode estar alojado no sistema respiratório ou intestinal.

Drauzio – Rosangela, você é mãe de duas crianças, uma com um ano e pouco e outra com alguns meses. Seus filhos já apresentaram esses sintomas típicos das viroses?


Rosangela Conchon – Com certeza. Principalmente o Laurent, o mais velho, por ser portador também de um quadro alérgico, vira-e-mexe apresenta esses sintomas. Hoje, quando o levo ao consultório da Dra. Denise, até prefiro que diagnostique uma virose a uma infecção que o obrigue a tomar antibióticos. A virose, pelo menos, eu sei que passa em uma semana.
Drauzio – O Laurent já está na escola?

Rosangela Conchon – Está no berçário desde os dez meses.
Drauzio – Em geral, quando a criança entra na escola, os episódios de viroses ficam mais freqüentes. Isso aconteceu com o Laurent também?

Rosangela Conchon – A incidência aumenta mesmo, mas o Laurent teve viroses sempre, mesmo antes de ir para o berçário, porque desde pequeno apresenta um quadro alérgico.
Drauzio – Como você age quando Laurent tem uma virose?

Rosangela Conchon - Desde que ele começou a freqüentar o berçário, minha preocupação maior é perguntar para a dra. Denise se a virose é contagiosa e se posso mandá-lo para o berçário. Como há oito berços em cada quarto, a convivência próxima das crianças aumenta a probabilidade de transmissão do vírus. Não sei se todas as mães têm essa consciência. Eu, felizmente, tenho um respaldo que me permite deixá-lo em casa aos cuidados de outra pessoa.
Drauzio – Às vezes elas têm consciência, mas não têm condições de deixar a criança em casa por causa do trabalho.

Rosangela Conchon – Eu posso contar com o respaldo de uma pessoa para ficar com o Laurent em casa, mas sei que essa não é definitivamente a realidade de todas as mães.
Drauzio – Você notou se seu filho ficou mais doente depois que entrou na escola?

Rosangela Conchon – Acho que teve mais viroses. Inclusive, logo depois que entrou no berçário, teve estomatite, doença que lhe provocou muito sofrimento.

Drauzio – Estomatite são aftas que tomam conta da boca, em geral provocadas pelo herpesvírus. Esse foi a caso do Laurent?


Rosangela Conchon – Foi, sim.
Drauzio – Infecções por herpes são comuns nessa fase, Denise?

Denise Katz – A estomatite é uma doença muito contagiosa e bastante comum. Os principais sintomas são inchaço na gengiva, febre alta, salivação abundante, indisposição. As crianças não se sentem bem e param de comer imediatamente.
Drauzio – As infecções herpéticas são conhecidas popularmente como febre intestinal e provocam o aparecimento de bolinhas cheias de líquido nos lábios que somem em cinco, sete dias. Embora, em sua maioria, sejam infecções benignas, o primeiro episódio costuma ser muito grave na criança. Você poderia explicar por quê?

Denise Katz – É muito grave por causa do risco de desidratação, pois as crianças ficam dias sem ingerir absolutamente nada, nenhum líquido sequer.
 
Drauzio – Como a mãe pode reconhecer logo a desidratação na criança?


Denise Katz – O primeiro sinal é a letargia. A criança fica apática, não se mexe muito nem reage aos estímulos. Existem outros sinais objetivos: olhos encovados, saliva espessa, diurese comprometida e a criança pára de babar. Muitas vezes, pode ficar com a mesma fralda por seis, oito horas, porque deixa de fazer xixi. Nos lactentes, há um rebaixamento da fontanela (moleira).

Drauzio – Em quantas horas a fralda seca deve inspirar cuidados?

Denise Katz – Nos bebês com menos de seis meses, se a fralda continuar seca depois de quatro a seis horas, é um sinal importante de desidratação. Na criança maior, não é.
 
Drauzio – Estivemos no berçário do Laurent e ouvimos o que algumas mães tinham a dizer a respeito da incidência de viroses depois que os filhos entraram na escola.


Mãe 1 – Fui chamada na escola porque meu filho mais velho estava com febre, diarréia e vômito. Levei-o ao pronto-socorro e o pediatra diagnosticou uma virose.

Mãe 2 – Assim que entraram na escolinha, meus dois filhos começaram a ter mais viroses. Especialmente no inverno, se um não pega aqui, pega em casa, porque o contato entre as crianças é muito grande.

Mãe 3 – Meu filho mais novo já ficou gripado quatro vezes neste ano. Existe alguma vacina, medicação ou cuidado especial para diminuir essa incidência?
 
Drauzio – Existe vacina, Denise?


Denise Katz – A gripe clássica é causada por vírus. O mais comum é o influenza e contra ele existe vacina. O que se preconiza é que essa vacina seja dada, uma vez por ano às crianças acima de seis meses. Isso não garante que nunca ficarão gripadas, porque os vírus sofrem mutações com muita rapidez. Conseqüentemente, o influenza deste ano não é o mesmo do ano passado nem o mesmo do próximo ano. Então, as vacinas aplicadas em determinado ano foram produzidas com a cepa do vírus que existia no ano anterior. A rigor, o bebê que toma vacina hoje está sendo imunizado contra um vírus que causou um surto no ano passado.

De todo modo, é importante aplicar a vacina, que o torna menos susceptível a infecções graves de vias aéreas.
Drauzio – As pessoas confundem gripe com resfriado. Escorreu o nariz, a mãe acha que o filho está gripado. São muitos os vírus que causam resfriado. Na verdade, parece que são mais de 200.

Denise Katz – São vários, e poucos são conhecidos, poucos têm nome. No entanto, é preciso distinguir o resfriado comum da gripe, porque são infecções muito diferentes uma da outra e diferentes da bronquiolite, outra infecção causada por vírus que acomete especialmente as crianças pequenas.
Drauzio – Você poderia explicar o que é bronquiolite?

Denise Katz – Bronquiolite é um quadro pulmonar que acomete o bebezinho geralmente abaixo dos seis meses de vida, causado pelo vírus sincicial respiratório (VSR). Quanto mais cedo o bebê for infectado, mais grave pode ser a doença.

O principal sintoma da bronquiolite é a respiração difícil e acelerada. Por conta disso, o bebê mama menos e muitas vezes precisa ser hospitalizado para receber oxigênio e fazer inalação.

O vírus sincicial respiratório infecta 70% das crianças abaixo de um ano e 100% das crianças entre um e dois anos. Pode provocar um quadro pulmonar grave ou sintomas mais leves como coriza, febre baixa e tosse. Nesse caso, a criança pode ser tratada em casa.

É sempre bom lembrar que quanto maior a criança, mais competente será sua imunidade e melhor a resposta à infecção viral.
Drauzio – Essa é mesmo uma regra geral: crianças menorzinhas estão mais sujeitas a infecções mais graves.

Denise Katz – São mais suscetíveis. Por conta disso, maior número de infecções e as de maior gravidade afligem mais as crianças pequenas.

Drauzio – Seu filho já contraiu alguma virose na escola que tenha sido transmitida por outra criança?

Rosangela Conchon – Não que eu saiba. Nas vezes em que o Laurent adoeceu, é difícil dizer de quem ele pegou a virose, porque convive com outras pessoas fora do berçário.
Drauzio – Quando seu filho pega uma virose, você, seu marido e a irmãzinha pegam também?

Rosangela Conchon – A irmã menor está com quatro meses e teve virose só uma vez na vida. Não sei se ela é mais resistente, o fato é que, nessa idade, o Laurent já tinha tido pelo menos umas dez infecções.
Drauzio – Existe mesmo essa diferença entre as crianças?

Denise Katz – Isso é muito individual. Há crianças que pegam menos infecções; outras pegam mais. Entretanto, quanto mais expostas forem a fatores de risco, maior a probabilidade de serem infectadas, independentemente de suas características individuais.

A exposição aos fatores de risco será ainda mais perigosa, se houver muitas crianças doentes aglomeradas em locais pouco arejados e com higiene precária. Lavar as mãos é essencial para prevenir o contágio. Pouca gente tem o hábito de assoar o nariz e lavar as mãos em seguida. Os vírus sobrevivem por semanas no ambiente, nas nossas roupas, nos objetos que manuseamos. A secreção nasal recolhida nos lenços tem carga viral muito grande. Se alguém assoar o nariz e for preparar uma mamadeira sem lavar as mãos, é quase certo que a criança será infectada.
Drauzio – Na verdade, as viroses respiratórias são transmitidas com muito mais facilidade pelo contato das mãos do que por tosse, espirro, etc. Esse é um dos maiores desencontros da assim chamada sabedoria popular. Você vai dar um beijo numa pessoa gripada, ela se afasta – “Não me beije, que estou gripada” – e estende a mão. O risco de pegar uma infecção viral é menor beijando do que apertando as mãos do doente.

Denise V. Katz – A maioria das pessoas acha que a transmissão do vírus se dá pelo contato com a pessoa gripada ou pela inalação de gotículas expelidas pela tosse. Claro que isso tem importância. Não se pode esquecer, porém, de que as mãos e os objetos contaminados pela secreção impregnada de vírus vivos são veículos importantes para transmitir as viroses.
Drauzio –A criança que não vai para a escola pega de vez em quando uma infecção, porque o pai chegou em casa resfriado, por exemplo. Assim que entra na escola, porém, é uma virose atrás da outra. As mães se perguntam, então, o que é melhor: mandar a criança mais cedo para a escola para que pegue logo as doenças ou deixar em casa até que esteja mais crescida.

Denise V. Katz – Nem uma coisa nem outra. Retardar a entrada da criança na escola não garante que ela ficará livre das infecções, assim como não está certo mandá-la mais cedo para que pegue logo tudo o que tiver que pegar. A natureza não depende dessas escolhas.

No mundo moderno, é difícil encontrar mães que possam ficar em casa cuidando da criança em tempo integral. A maioria precisa colocar a criança no berçário antes dos dois anos de idade. Se isso aumenta a exposição do bebê às infecções, também faz com que adquira mais imunidade.

No entanto, a decisão deve ser tomada com muito bom-senso. Temos de ponderar o que é bom e o que é ruim para a criança e arcar com as conseqüências. Ficar doente seis, oito vezes por ano, com gripe, resfriados, diarréia aguda por rotavírus (um vírus de altíssima incidência nos berçários) é um preço muito alto.
Drauzio – Rosangela, você colocou seu filho no berçário com que idade?

Rosangela Conchon – Ele ia completar onze meses. A menor tinha acabado de nascer e cuidar de dois nenês em casa era muito complicado. Por isso, resolvemos colocar o Laurent meio período no berçário. Com a Juliana, até em virtude do que Dra. Denise falou, estou tentando retardar a entrada no berçário, embora ache que, se existe a desvantagem de expor mais a criança aos fatores de risco das doenças, não se pode negar que ela fica mais esperta e passa a interagir mais depressa. Acho também que a convivência diária com outras crianças é muito benéfica.
Drauzio – Que cuidados você tomou ao escolher o berçário para colocar o Laurent?


Rosangela Conchon – Moro na Granja Viana, onde há cerca de quatro ou cinco berçários. Visitamos todos, mas pesou na nossa escolha o fato de o berçário em que matriculamos Laurent ter muito verde e permitir que eu acompanhe pela internet o dia-a-dia do meu filho.


Drauzio – Como isso é possível?

Rosangela Conchon – Quando a criança é matriculada, os pais ganham um CD que permite acessar a escola que tem câmaras espalhadas por todos os ambientes. Isso me deixa bastante sossegada, especialmente porque meu filho ainda não fala.

Drauzio – O que você observava quando visitava os berçários?

Rosangela Conchon - Observei principalmente as condições de higiene e se havia locais para lavar as mãos estrategicamente distribuídos pelo berçário e não apenas num banheiro localizado no fim de um corredor, porque os funcionários teriam dificuldade de ir até lá , uma vez que estão sempre ocupados com as crianças.

Verifiquei também se os ambientes eram amplos e arejados, sem cheiro de mofo, sem carpetes, cortinas nem outros objetos que favorecem o acúmulo de pó e a incidência de alergias. Como se sabe, alergia anda junto com infecção respiratória e provoca aumento da secreção de forma perene. Criança que está sempre com coriza corre risco maior de abrigar vírus.

Na minha visão era importante que, pelo menos os aposentos freqüentados pelas crianças tivessem janelas que pudessem ser abertas, para evitar a exposição ao ar-condicionado, porque ar mais seco aumenta a dispersão de inúmeras partículas, entre elas, os vírus.

Procurei me informar também sobre o número de funcionários contratados. Um funcionário só para cuidar de 20 crianças não tem tempo para lavar as mãos nem tampouco condições de prestar assistência individualizada a seu filho.
Drauzio – Se tivesse que resumir tudo isso num único cuidado, qual seria?

Denise Katz – Lavar as mãos, sem dúvida nenhuma. No berçário e em casa também. Lavar as mãos é a orientação que dou já na maternidade. A família pode beijar o recém-nascido? Pode, desde que todos lavem as mãos antes de chegar perto do bebê. O pai voltou do trabalho e está louco para ver o filho? Que passe antes no banheiro e lave bem o rosto e as mãos.