quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Feliz da Vida!!!

Acabo de ser convocado para Trabalhar no Socorrão I da Prefeitura Municipal de São Luís depois de mais de ano e meio que passei no concurso público.
Para mim é a realização de um dos maiores sonhos da minha vida pois é lá que as pessoas precisam de nosso trabalho. O Socorrão tem para mim um significado ímpar já que o meu pai o Dr. Luiz Henrique Braga Polary também trabalhou.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

“AS TELESSALAS” DA SAÚDE

Quem não lembra o programa que acabou de enterrar a educação do Maranhão, há alguns anos, no governo do mesmo grupo que administra o Estado do Maranhão? Programa esse que entregou o ensino médio à fundação Roberto Marinho implantado TELESSALAS onde deveriam ter professores concursados.
Estamos diante de absurdo semelhante, mas agora o alvo é outro, apesar de os personagens e os objetivos serem os mesmos.
A Secretaria de Saúde do Estado do Maranhão, na pessoa de seu Secretário, vem demonstrando que de saúde não entende nada ou é tão mal intencionado que não deixa mais o objetivo de fazer a coisa errada escondido por trás de justificativa alguma.
O que chamo de TELESSALAS da saúde são os tais 64 “hospitais” do Secretário que devem custar 340 milhões de reais e na verdade nem hospitais serão.
Não há preocupação sequer de rever a legislação para saber se uma unidade, do tamanho das propostas, pode ou não ser enquadrada como hospital.
Quem conhece saúde sabe que investir em “hospitais” é a maior das demonstrações de ignorância sobre Sistema Único de Saúde que um gestor pode demonstrar.
Na verdade se o senhor Secretário e seus Assessores entendessem de saúde, saberiam que os leitos que se encontram desativados no interior do Estado, e só para citar temos Grajaú, Barreirinhas e Cachoeira Grande que possuem três excelentes hospitais desativados, são suficientes para atenderem a demanda das regiões em que se encontram.
Investir em “hospitais” é negar a própria historia de construção do SUS. Ir contra a luta para diminuir as internações em função do incremento da Atenção Básica à Saúde.
Um paciente que chega a qualquer hospital com agravos provocados pelo diabetes, por exemplo, se fosse devidamente acompanhado desde o inicio por uma equipe do PSF provavelmente não chegaria a esse ponto e não precisaria de internação. O mesmo se pode dizer de hipertensos, tuberculosos, hansenianos e aí por diante.
Quem entende de saúde investe em Atenção Básica e isso já é feito em outros Estados, inclusive do Nordeste, como é o caso do Ceará que foi um dos pioneiros nesse sentido e hoje, depois de mais de vinte anos, colhe os frutos da organização e da boa fé de seus administradores.
Não é difícil prevê o destino dos tais 64 “hospitais”, pois quem irá mantê-los após as inaugurações?Quem vai bancar os profissionais necessários aos seus funcionamentos?Quem vai adquirir ambulância para o deslocamento dos pacientes quando os casos não forem resolvidos?Os laboratórios privados que estão no “esquema” aqui em São Luis irão para o interior?
O Prefeito que tivesse um mínimo de responsabilidade não aceitaria a instalação de um desses “hospitais”. 
O destino deles é, irremediavelmente, fechar deixando o prejuízo para o povo maranhense.
Tais quais as TELESSALAS, o efeito, desses 64”hospitais”, vai ser catastrófico, com um agravante: enquanto as TELESSALAS fabricaram milhares de analfabetos funcionais, os 64 “hospitais” fabricarão milhares de inválidos e DEFUNTOS. 




Secretário Ricardo Murad demite Comissão de Licitação da Saúde


O secretário Ricardo Murad, demitiu toda a Comissão de Licitação da Secretaria de Saúde. Os motivos da exoneração da presidente da CPL, Gardênia Baluz, e toda a sua equipe, ainda não estão muito claros.
Mas só se demite uma comissão de licitação por incompetência, ou por ela não atender os interesses de quem manda. Há também a versão de que a demissão ocorreu pela tentativa da CPL de suspender a licitação dos prometidos 64 hospitais de 20 leitos.
Ricardo teria ficado uma fera, já que a suspensão da licitação inviabilizaria de vez a construção dos hospitais, a tempo de inaugurá-los em plena campanha para as eleições de 2010.
Chama a atenção também que foi após de demissão da equipe de licitação, que a secretaria prestou os esclarecimentos ao Tribunal de Contas, que analisa pedido de suspensão da licitação feita pelo CREA-MA, que apontou várias irregularidades nos projetos de engenharia dos hospitais, como a falta de estudo de solo, dentre outras.
Por coincidência, foi também no dia em que começaram a ser distribuídos os contra-cheques do funcionalismo, que traz no seu verso uma ampla propaganda sobre o programa Saúde é Vida, que prevê a construção dos hospitais.
(Do blog de Garrone)

domingo, 25 de outubro de 2009

Pode uma pessoa ser alérgica à água? A resposta é: sim. E existe um nome para isso - Aquagenic Pruritus


Do R7 

Getty ImagesFoto por Getty Images
Com essa alergia à água... e pra tomar banho? Como faz, doutor?

O termo médico é Aquagenic Pruritus, mas o nome genérico diz tudo: alergia à água.


Trata-se de uma doença de pele em que a pessoa tem uma coceira infernal – sem que haja sinal algum de alergia comum – provocada pelo contato com água.

Os sintomas, em geral, surgem logo depois do contato direto com água ou ar úmido e têm duração de algumas horas.

Pode ser causada por suor e pode levar anos até, misteriosamente, desaparecer.


quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Ministério da Saúde e CNBB lançam campanha para incentivar teste de HIV Ação começa em seis capitais e deve mobilizar Pastorais da Aids. Ministério estima em 630 mil o número de portadores do vírus no país.


Robson BoninDo G1, em Brasília


Em uma parceria inédita, o Ministério da Saúde e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lançaram nesta quinta-feira (22) uma campanha que pretende envolver os quadros do ministério e as pastorais da Igreja Católica para difundir a importância da realização dos testes de HIV na população geral e de sífilis entre gestantes.

Em um primeiro momento, a campanha será realizada, em caráter experimental, em seis capitais: Manaus, Curitiba, Fortaleza, Porto Alegre, João Pessoa e Rio de Janeiro. O objetivo do ministério é utilizar a credibilidade e influência da igreja na comunidade para ampliar as atividades do Departamento de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST/Aids) da pasta. No dia 29 de outubro, Curitiba será a primeira capital a receber a campanha.

Pelo menos 142 das 272 dioceses da Igreja Católica em todo o país já tratam do assunto a partir das Pastorais da Aids. Essas pastorais contam com 13 mil agentes capacitados para atuar no acompanhamento de portadores do vírus HIV e seus familiares.

O objetivo da campanha é fazer com que o cidadão compreenda a necessidade de conhecer a sua sorologia e busque o teste antes que a doença se desenvolva. As paróquias que quiserem fazer mobilizações para testagem poderão contar com a rede pública de saúde que vai disponibilizar profissionais qualificados para realizar os testes e atuar no aconselhamento pré e pós-exame e encaminhamento à rede de assistência para os casos positivos.

Participaram do lançamento da campanha na sede do Ministério da Saúde, o ministro José Gomes Temporão, representantes da Igreja, o presidente da Pastoral da Aids, dom Eugênio Ríxen, e o secretário-geral dom Dimas Lara Barbosa.

Batizada com o slogan "Declare o seu amor", a campanha terá materiais impressos que serão distribuídos pelos agentes do ministério e da Igreja nas comunidades. O ministério estima em 630 mil o número de infectados com o vírus HIV no país. Desse total, cerca de 225 mil ainda desconhecem a sua condição sorológica.


quarta-feira, 21 de outubro de 2009

SINDICATO DOS FARMACÊUTICOS DO MARANHÃO PUBLICA COMUNICADO A POPULAÇÃO

SINDICATO DOS FARMACÊUTICOS DO ESTADO DO MARANHÃO
COMUNICADO À SOCIEDADE

O Governo do Estado promove uma operação que objetiva desmantelar o sistema público de Saúde, com graves conseqüências para a população. Para tanto, desenvolve-se um processo de privatização do setor, cujo passo mais recente ocorre nos serviços de laboratórios.
A Secretaria de Estado da Saúde (SES), executora dessa operação, apóia-se na justificativa de “melhorar o atendimento”, o que é falso. Afinal, onde já se efetivou a privatização – extra-oficialmente, pois não existe contrato entre o Estado e os laboratórios privados – as filas de coleta de material aumentaram.
O pretexto de “mais agilidade”, além de não se sustentar, é imoral. Os laboratórios das unidades foram transformados em simples postos de coleta. Os exames são realizados nas empresas, o que demanda maior tempo para os resultados.
O mais grave é saber-se que um dos laboratórios privados que assumiu o controle da rede pública é de propriedade do secretário-adjunto de Finanças da Secretaria de Estado da Saúde.
A afirmativa dos dirigentes da SES que haverá “salto de qualidade” não é verdadeira. Cerca de 80% dos profissionais que trabalham na rede privada, também trabalham na rede pública e é nesta que recebem a maior parte das suas qualificações.
Ademais, os equipamentos que existiam na rede pública eram de qualidade superior aos desses laboratórios privados. Infelizmente, o descompromisso social e a incompetência dos gestores da SES provocaram a deterioração desses equipamentos por falta de manutenção.
O Governo do Estado, por outro lado, pratica uma ilegalidade, ao descumprir a Lei Orgânica da Saúde (Lei nº 8080), que determina que o atendimento prioritário deve ser feito nas redes pública e filantrópica, sendo à rede privada apenas permitida a participação em caráter complementar. O propósito do Governo do Estado é entregar todos os pacientes ao setor privado, não havendo ressarcimento dos serviços ao setor público nem investimentos para melhorar a infra-estrutura  da rede pública.
Constata-se, ainda, que anunciado concurso público já traz um reduzido número de vagas para os profissionais farmacêuticos, o que causará impacto direto no atendimento à população.
Lamentamos comunicar à sociedade que Farmácia Estadual de Medicamentos Excepcionais (FEME) reduziu seu quadro de farmacêuticos. Atualmente, a SES se utiliza de profissionais de outras áreas, que não possuem qualificação nem conhecimento adequado para trabalhar com medicamentos, causando desperdício e atraso nas entregas, além da gravidade de pôr em risco a saúde dos usuários.
Desta forma, conclamamos o povo do Maranhão para caminhar junto com a categoria farmacêutica, exigindo que a rede pública, custeada pelo dinheiro público, tenha seu recurso investido no próprio serviço público, não enriquecendo empresários nem fazendo, como indica, caixa de campanha para candidatos às eleições de 2010 com recurso proveniente de nossos impostos.   
Saudações Farmacêuticas.
SINDICATO DOS FARMACÊUTICOS DO ESTADO DO MARANHÃO
SINFAR-MA

Artigo do presidente da Feifar publicado no Jornal Diário da Manhã.



Ato médico – autoritarismo e retrocesso no Congresso Nacional
19/10/2009
“Nossa posição é clara e cristalina: nós não abriremos mão da prerrogativa do diagnóstico, do tratamento e do comando da equipe multidisciplinar no tratamento de um paciente. Do contrário, seria negar a Medicina. Precisamos debater sobre o que podemos avançar para o paciente.” – Ronaldo Caiado, deputado federal (DEM-GO) e médico, falando durante o debate sobre o projeto de lei que regulamenta a profissão médica, mais conhecido como ato médico.
Caros membros do Congresso Nacional, a Organização Mundial da Saúde (OMS) define saúde como sendo “o bem-estar físico, psíquico e social do ser humano e não somente a ausência de enfermidade ou invalidez”. Quer os médicos, senhores da razão, concordem ou não, essa é a definição aprovada e chancelada pelos países de todo o mundo por meio da entidade maior da saúde.
Dentre vários significados, essa definição traz um emblemático, que é a multidisciplinaridade, que quer dizer que a saúde é uma construção feita por 14 diferentes áreas de atuação profissional, todas muito importantes para a recuperação do paciente e não apenas por uma única, hegemônica, autossuficiente e soberana, como querem impor alguns médicos (entre eles o Dr. Ronaldo Caiado) às outras 13 profissões.
Há casos de países desenvolvidos, como a Itália, que o profissional que cuida da prevenção das doenças recebe remuneração maior do que aqueles especializados em procedimentos de alta complexidade, como, por exemplo, as cirurgias cardíacas. A lógica é simples: quando há prevenção, as pessoas precisam bem menos de operar problemas no coração.
A atuação multidisciplinar de profissionais da saúde alivia também outras dores. Diminui os gastos econômicos na saúde pública ao realizar um trabalho de educação e descentralização de informações pertinentes aos cuidados que se deve ter com a saúde e dissemina importantes conhecimentos científicos, que antes ficariam restritos a um pequeno número de pessoas.
Avançar na questão do paciente vai além da multidisciplinaridade. Envolve também a intersetorialidade. Para exemplificar, poderíamos citar vários problemas, como gripes, Aids, entre tantos outros. Mas vamos nos prender ao caso da dengue. Endêmica em nosso País, todos os anos durante o verão a população sofre com esse problema. Então perguntamos: Como enfrentar a dengue? Seria somente pela contratação de mais médicos?
O problema da dengue está sendo resolvido pelo Brasil por meio de ações intersetoriais, pois envolve a participação voluntária da sociedade pelas escolas e comunidades de bairro e com o papel destacado da mídia na prestação de informações, aliadas às ações governamentais de investimento em moradia, educação, saneamento básico e, por fim, pela atuação de todos os profissionais de saúde.
Portanto, o paciente necessita, com o mesmo grau de importância, de cuidados e da atuação de profissionais especializados para atuar em situações diferentes. Dos cuidados dos enfermeiros, das informações dos farmacêuticos sobre o uso correto de medicamentos, da orientação do psicólogo, das técnicas do fisioterapeuta e do fonoaudiólogo, das dietas receitadas pelos nutricionistas; dos laudos dos exames de sangue e hormonais feitos pelos bioquímicos e de todos os outros profissionais. E precisam muito do médico. Da atuação do médico. As outras 13 profissões reconhecem e valorizam esse profissional.
Observação: as informações acima são endereçadas ao deputado federal Ronaldo Caiado. Pelo que disse em seu pronunciamento, durante debate que aconteceu, nessa quarta-feira (14), na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados, sobre o PL 7703/06, mais conhecido como ato médico, revelou um profundo autoritarismo e retrocedeu a saúde a um momento remoto da evolução humana, envolto na luz de velas que ainda emanam dos candelabros, em um canto escuro da medicina medieval.

Danilo Caser é farmacêutico e presidente da FEIFAR